A influência da comunicação formal com a família empresária ;

Reflexões sobre empresas familiares
A influência da comunicação formal com a família empresária
A comunicação com a família empresária é um dos grandes calcanhares de Aquiles das empresas familiares.
Por incrível que possa parecer - porque consideramos inerente a uma família a facilidade de comunicação —, uma das principais deficiências sentidas pelos membros das famílias empresárias é a falta ou reduzida informação que possuem do negócio familiar. 
Esta situação é sentida de uma forma especial por parte dos familiares que não trabalham na empresa.
O estudo da Atrevia (“Os valores e a comunicação na empresa familiar”) inquiriu os seus participantes relativamente à importância e impacto da existência de comunicação formal com a família empresária. Sendo considerada relevante em praticamente todos os aspetos, sobressaíram os seguintes:
  • Ajuda na transmissão dos valores familiares e aumenta o compromisso da família com a empresa;
  • Incrementa a qualidade das relações familiares;
  • Contribui para a evolução, crescimento e continuidade da empresa
Constatando-se esta relevância dos contributos da comunicação formal, é imperativo que as famílias empresárias definam políticas claras e excelentes canais de comunicação formal biunívoca empresa-família.

Armindo Correira & Filhos e a Socicorreia são duas sociedades detidas por pessoas que tiveram origem na mesma família.
Em novembro estava a decorrer uma ação no Palácio da Justiça de Braga, que começou com uma petição inicial de António Ferreira Correia, administrador da Arlindo Correia & Filhos, SA (ACF), visando a empresa “Socicorreia” – Investimentos Imobiliários, Lda, detida pelo irmão Custódio Correia, que contesta qualquer tipo de dívida.
A ACF alega ser credora de cerca de 5,5 milhões de euros por obras e outros serviços de construção civil prestados à Socicorreia, que desmente tal situação. José Ferreira Correia, acionista da ACF e irmão dos administradores e gerentes daquela construtora, é testemunha neste processo.
Independentemente do desfecho das diligências em curso, esta situação configura um exemplo de como potenciais informalismos comunicacionais, dentro ou fora da sociedade e mesmo com o envolvimento de familiares muito próximos, podem em determinadas situações dar origem a conflitos impactantes. Se fossem observados os princípios básicos de comunicação formal, certamente que as divergências seriam minimizadas.


Temas para reflexão:
  • Quais os meios que utilizamos para comunicar com a família empresária?
  • A influência da família poderia ser mais impactante se se recorresse a vias mais formais de comunicação?
  • Que instrumentos informativos podem incrementar a união da família?
António Nogueira da Costa
Especialista em Empresas Familiares
antonio.costa@efconsulting.pt
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Especialistas na consultoria a Empresas Familiares
e elaboração de Protocolos Familiares
Porto   http://www.efconsulting.pt
 

 

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